Oração Lakota (Sioux)

Oração Lakota (Sioux)

Wakan Tanka, Grande Mistério
Ensina-me a confiar
Em meu coração,
Em minha mente,
Em minha intuição,
Em minha sabedoria interna,
Nos sentidos do meu corpo,
Nas bençãos do meu Espírito,
Ensina-me a confiar nessas coisas
Para que eu possa entrar no meu Espaço Sagrado
E amar muito além do medo
E assim caminhar na beleza
Com o passo do glorioso Sol

Amigos do Blog Xamãs na Umbanda

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Corintios 13



Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 
 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. 
 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,  não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;  não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;  tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;  mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. 
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. 
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou lenamente conhecido.  Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.



Paulo de Tarso


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Roda da Cura





Na Roda da Cura, o final representa também o recomeço. O ciclo da Roda da Cura é 

também o da vida, dos obstáculos e das missões pessoais ou coletivas que devem ser 

resgatadas, vividas ou modificadas. É como uma espiral aonde o ponto de partida também é 

o ponto de chegada. A vida é como uma estrada sinuosa, que em alguns pontos tem 

encruzilhadas, que em alguns pontos conecta-se com outras estradas, e é nessa conexão 

que muitas vezes damos as mãos e caminhamos juntos. A morte do xamã representa isso. 

Na espiral da vida, no processo de cura, enfrentamos várias mortes. A cada dia estamos 

morrendo e renascendo, nos desvencilhando de aspectos sombrios e obsoletos em nossas 

vidas. Segundo Jamie Sams, no seu livro As Cartas do Caminho Sagrado, "um xamã é 

aquele indivíduo que caminhou até os portais de seu inferno pessoal e teve a coragem de 

entrar. Um verdadeiro xamã é aquele que enfrentou e venceu os demônios auto-concebidos

 do medo, da insanidade, da solidão, da auto-importância e dos vícios ao passar pela gama 

de Mortes do Xamã. A qualidade que melhor define um xamã de verdade é o seu sentido de 

compaixão pelos caminhos que os outros ainda precisam trilhar, já que ele também 

atravessou o mundo subterrâneo das sombras e conhece diretamente a dor e o sofrimento 

envolvidos nesse processo".


A Morte do Xamã representa as diversas iniciações e provações pela qual passa o xamã em 

seu processo de aprendizado. São rituais que simbolicamente marcam a passagem pela 

morte de um dado aspecto da vida ou da personalidade. Esses rituais aparecem em várias 

culturas ameríndias e objetivam não somente a morte de determinados aspectos sombrios e 

batalhas interiores, como também o renascer para uma nova vida, ajuste de personalidade e 

autocontrole. Entregar-se à morte simbolicamente pode significar entregar-se às mudanças 

profundas que fazemos em nossas vidas, proporcionando um terreno fértil para o 

renascimento de novos aspectos mais positivos e produtivos. Abrir-se para as mudanças é 

também buscarmos a nossa cura pessoal e, conseqüentemente, a cura coletiva e do planeta.




Tatiana Menkaiká
terramistica.com

domingo, 27 de outubro de 2013

Se Eu Sair... O Terreiro Fecha!



É comum que depois de algum tempo que uma pessoa está num terreiro, mesmo que em pleno desenvolvimento mediúnico, ela pense que é insubstituível.
Isso é muito comum. O indivíduo tem a sensação clara de que se ela deixar o terreiro, o mesmo não sobreviverá, não conseguirá dar continuidade aos atendimentos e/ou coisa parecida. Ela começa a se achar vítima do sacerdote, dos médiuns mais antigos, dos seus irmãos de fé e até da consulência. Ela começa a ter um desejo inconsciente de "punir o terreiro" através da sua saída, pois ela terá a certeza que todos virão de joelhos implorar a sua volta.
Sei de pessoas que ficaram totalmente decepcionadas e mesmo depressivas ao verem que o terreiro em que eram membros sobreviveu à sua saída e que alguns meses depois nem se lembravam mais dela. Geralmente essas pessoas começam a falar muito mal do terreiro, do sacerdote e até mesmo inventam boatos dizendo que o terreiro está com problemas espirituais, administrativos, de moralidade ou outros quaisquer e por isso ela o deixou.
Conheço pessoas que ao deixar seus terreiros comentaram ter absoluta certeza de que seus "ex-sacerdotes" viriam correndo oferecendo um "cargo" ou alguma regalia para que voltassem. Um homem que conheci, não aceitou o convite de frequentar a corrente mediúnica de outro terreiro dizendo estar aguardando o telefonema do sacerdote pedindo sua volta. Eles não conseguirão sobreviver sem mim, afirmou ele.
Meses depois, ele não frequentava nenhum lugar ainda, outros do tipo abrem seus próprios terreiros...
Quero deixar claro que esse sentimento de ser insubstituível é natural em muitas pessoas, pois elas realmente são pessoas-chave para os terreiros em que frequentam. De fato, seus sacerdotes sentirão muito a sua saída. De fato elas farão falta. Mas cuidado para não cair nessa armadilha.
Da mesma forma e com a mesma gravidade, conheço sacerdotes que acreditam que os médiuns e membros do terreiro jamais deixarão sua corrente mediúnica e dizem: "ele não encontrará terreiro igual a este" ou ainda "ninguém o aceitará e ele voltará de joelhos pedindo para ser aceito".
Os dois lados se enganam. A verdade é que nem membros, nem sacerdotes são insubstituíveis e é preciso ter muita humildade, calma, paciência e, principalmente, muito equilíbrio para entender essa verdade.


Reflita sobre isso!
Por Rodrigo Queiroz (texto adaptado do original "Se eu sair, minha empresa fecha" de Luis Marins)

Fonte:http://espiritualizandocomaumbanda.blogspot.com.br

sábado, 12 de outubro de 2013

Oração a Oxum


Saravá Mamãe Oxum.
Saravá Protetora dos velhos, das crianças e dos desamparados.
Benditas são suas águas que lavam meu ser e que me livram do mal.
Oxum, Divina Rainha, bela Orixá, venha a mim caminhando na Lua cheia e estendei o
Vosso Manto sobre minha cabeça.
Traga Mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz.
Torne-me doce, sedutor e suave como és.
Dai-me forças para não cair extenuado pelo cansaço e pelo desânimo.
Dai-me forças para que eu não me perca nos caminhos da ingratidão e da descrença.
Amparai-me com o Vosso Poder, para que eu não me enverede pelas estradas escuras do pecado, da ambição, do ódio e da maldade.
Afastai de meu coração o sentimento de vingança.
Dai-me forças para saber perdoar os que me ofendem, os que me insultam, os que me perseguem e os que me humilham.
Que o amor seja constante em minha vida.
Que eu possa amar a tudo que existe.
A Vós Mamãe Oxum, que sois o reflexo divino do Amor, ergo as minhas preces em agradecimento pelas bênçãos que recebo e que irei receber.
Nas águas das cachoeiras, nos lagos e nos rios, a Vossa força irradia proteção e luz para os sofredores, os enfermos e os angustiados.
Ajoelho-me ante o Vosso manto luminoso e suplico com toda a minha fé que não me abandone nas horas de aflição e amargura.
Ajudai-me Mamãe Oxum, protegei-me agora e sempre.
Perdoe-me pelas minhas falhas.
Perdoai os meus erros e as minhas omissões.
Lançai o esplendor da Vossa Luz em meus caminhos para que minha humildade se transforme em força, a fim de chegar até Vós.
Saravá Mamãe Oxum.Orá iiê Oxum
 



Fonte:juntosnocandomble.com.br

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A inveja e o ciúme


Estes dois germens morais, atormentadores da criatura, mereceram de Allan Kardec uma indagação, por considerar necessária uma explicação sobre em quem recairia a culpa dos sofrimentos morais do homem. Ele já sabia que os (sofrimentos) materiais se originam no homem. Através da pergunta 933 de “O Livro dos Espíritos”, ficou sabendo que a inveja e o ciúme são dois vermes roedores, felizes são os que os desconhecem e que quando eles atacam não há calma nem repouso possível para quem os porta. São autênticos fantasmas que não dão tréguas e perseguem o homem até nos sonhos. Levantam o objeto das suas cobiças, do seu ódio, do seu despeito. O invejoso e o ciumento vivem ardendo em febre contínua. Desta forma, o homem passa a criar para si mesmo suplícios voluntários, fazendo com que a Terra seja um verdadeiro inferno. Abramos um parêntese: recorrendo ao dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, perceberemos que ciúme é também um despeito invejoso; é inveja. E inveja é desgosto, pesar pelo bem ou pela felicidade desfrutada pelo outro. Pode-se sentir o quanto estes dois sentimentos, no fundo, possuem quase idêntica significação. Assim, anotaremos os dois como sinônimos, malgrado sintamos a nuance existente entre eles. Fechemos o parêntese. Aproveitando a oportunidade, Allan Kardec faz um comentário sobre a resposta dos Espíritos Orientadores, explicitando que a pessoa ciumenta o é, por natureza, de tudo que se eleva, de tudo que possa destacar-se da craveira comum. Mostram-se ciumentas porque não podem conseguir o que o outro logrou. Aditou mais que o homem só é infeliz pela importância que dá às coisas deste mundo. A vaidade, a ambição e a cobiça não atendidas lhe fazem infeliz. Caso ele colocasse seus pensamentos sobre o infinito, que é o seu destino, muito insignificantes e pueris lhe pareceriam as vicissitudes da Humanidade. Quem só vê felicidade na satisfação do orgulho dos apetites grosseiros é infeliz, mais ainda quando não os pode atender. Aquele, no entanto, que nada deseja ou ambiciona de supérfluo pode considerar-se feliz, enquanto o ciumento e o invejoso, na mesma situação, sentem-se vivendo uma calamidade. O homem civilizado, geralmente, raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. Procura, entrementes, os meios disponíveis para dela sair. Investe neles e encontra a consolação no ensino cristão que lhe fornece a esperança de um futuro melhor, mais ameno. Percebe, claramente, que no Espiritismo encontrará a certeza desse futuro, caso siga seus ensinos. O ciúme/inveja leva à infelicidade, é inconteste. Necessário se torna, pois, conhecermos como ele se introduz em nosso íntimo. Saberemos entreter contato com ele quando refletirmos sobre a sua origem. Aí teremos a plena consciência da sua existência em nossa vida e nos capacitaremos a lidar com ele. Qual, então, o mecanismo que nos enfraquece o interior, viabilizando que a inveja/ciúme se interiorize em nós? Tudo se resume numa palavra: comparação. Quando se fala em inveja/ciúme chega-se à comparação. O processo comparativo está no contexto existencial do ser humano na Terra. Ele tem necessidade de alguém que lhe sirva de modelo emulativo. Quando nos comparamos com alguém e nos sentimos inferiores, nasce a inveja/ciúme, sutilmente. Pode afirmar-se que inexiste a inveja/ciúme se antes não tiver havido a comparação. A inveja/ciúme (lembram eles a estreita relação existente entre o amor e a caridade. Quem é caridoso, ama; quem ama, é caridoso ) é um sentimento inferior que se instala em nós sob a forma de frustração, de tristeza, de mal estar, de constrangimento por nos vermos miniaturizados, inferiores a alguém. Sentimo-nos menores por não termos o que o outro possui, seja o que for. A criatura entra em desequilíbrio íntimo, oriundo deste sentimento paralisante das verdadeiras forças psíquicas. Não desfrutamos do mesmo padrão de vida, da mesma cultura, do mesmo perfil físico, da mesma situação social e espiritual do semelhante e isto nos incomoda. A inveja/ciúme não aparece repentinamente, porém, instala-se de forma gradativa, imperceptível. Um dos primeiros sinais da presença dele rondando o nosso campo mental é nos acharmos melhor do que o outro e com isso passarmos, quase sempre, a nos vangloriarmos, enaltecermo-nos procurando, com esta atitude, manter o nosso equilíbrio que se insinua fugir. Ao criticarmos, diminuirmos, ofendemos alguém, sentimos necessidade de falar mal dele, estamos sentindo inveja/ciúme de sua performance. O arrogante é a pessoa que, em se comparando com alguém, a este se sente inferior. Já o invejoso/ciumento não tem como ver a luz , a alegria, a simpatia do outro, não encontrando, assim, respostas para a diversidade do mundo e das criaturas. A inveja/ciúme termina por conduzir a pessoa a não se gostar, a uma auto-aversão. A pessoa auto se rejeita por não se ver maior e melhor do que o outro. É uma frustração consigo mesma, é sentir-se triste com o que se é. Chega-se a dizer que a melhor definição para o homem não é mais a de um animal racional, mas a do homem como um animal que se compara e se imita. Tudo no homem gira em torno do estado comparativo, baseando-se o processo social na comparação. Aprende-se desde cedo a interiorizar esse processo em nosso modo de ser. As pessoas e as coisas são sempre comparadas umas com as outras. Todo processo comparativo inicia-se na família, que em um ou noutro momento nos foi apresentado alguém ou algum comportamento como modelo. Todos se sentem tão envolvidos pelo processo que nunca se dão conta da sua existência. Na escola há o mesmo sistema baseado na comparação. Busca-se, pelo estímulo em que todo aluno está imerso, que se tem de alcançar o primeiro lugar, a classe mais adiantada, o melhor conjunto esportivo, o mais eficiente professor se deve ter, a melhor nota... Assim acontece na sociedade, nos filmes, na propaganda no rádio, na televisão, nos jornais. Propaga-se que se deve olhar alguém com todas as possibilidades de riqueza, poder, prestígio, inteligência, beleza e magnetismo pessoal. Então, a propaganda passa a nos oferecer recursos e meios para chegarmos lá também, através da inoculação em nós do ciúme/inveja daquela posição. A inveja/ciúme é o sentimento que mais nos oprime, que mais nos enforca. Portanto, invejoso/ciumento é todo aquele que, no lugar de sentir prazer com aquilo que é ou com aquilo que tem, sofre com aquilo que não é e com aquilo que não tem. O gostar-se e o amar-se estão no cerne da questão. Não temos como hábito fazer a comparação conosco mesmos, o que seria altamente vantajoso. Não fazemos jamais uma análise do índice de crescimento nosso nos últimos tempos. Estamos melhores ou piores em termos sociais, psicológicos, financeiros, espirituais e morais? Na auto-comparação, fortalecemos o nosso ego, o nosso ponto de equilíbrio, e passamos a nos dirigir de dentro de nós mesmos e não do ponto de vista dos outros. Seremos, assim, o ponto referencial, donos de nossa vida e não mais temos os outros como ponto fundamental da nossa ânsia de viver. Este procedimento realiza o encontro de nós conosco mesmos. Somos o nosso apoio, e não buscamos sustento fora, porém, dentro de nós. Existimos para sermos, não melhores do que os outros, mas para sermos melhores do que nós próprios. Na essência de todo sentimento de inveja/ciúme existe o sentimento de admiração. No entanto, esta admiração somente surge caso estejamos já em postura de agradecimento pelo que alcançamos em termos de posição social, cultural, intelectual e moral. O invejoso/ciumento, ao ver alguém a quem deveria admirar, é impulsionado a malhar essa pessoa. Pode-se comparar com a situação dos planetas e das estrelas. Estas têm luz própria, enquanto aqueles dependem delas para refletir a luz que recebem. Por isso é que o amigo é aquele que se sente feliz com a felicidade do amigo, não o invejoso que tenta roubar a alegria do outro. Não se resolve a inveja/ciúme torcendo pela derrota, pela infelicidade do outro. No fundo ele sofre duplamente: pelo que o outro tem e pelo que não lhe é dado possuir. Sendo padrão de nós mesmos, reencontraremos a alegria de ser o que somos, de ter o que temos, de viver como vivemos. Apenas exercitando a auto-comparação conseguiremos chegar à auto-aceitação, à realização própria do nosso tamanho. Conta-se que um sábio se achava triste, preocupado antes de morrer. Foi ele indagado pelos alunos sobre a causa daquela situação estranha, tendo em vista que ele havia sido, durante toda a vida, um exemplo de coragem como Salomão e de justiça como Moisés, de humildade como Francisco de Assis. O sábio respondeu: Exatamente. Quando eu me encontrar com DEUS após a minha morte, sei que Ele não vai me perguntar se eu fui Moisés ou Salomão, mas se eu fui eu mesmo.

Fonte:web

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Agressividade





Vivem-se, na atualidade, os dias de descontrole emocional e espiritual no querido orbe terrestre.

O tumulto desenfreado, fruto espúrio das paixões servis, invade quase todas as áreas do comportamento humano e da convivência social.


Desconfiança sistemática aturde as mentes invigilantes, levando-as a suspeitas infundadas e contínuas, bem como a reações doentias nas mais diversas circunstâncias.


A probidade cede lugar à avareza, enquanto a simpatia e a afabilidade são substituídas pela animosidade contumaz.


As pessoas mal suportam-se umas às outras, explodindo por motivos irrelevantes, sem significado.


Explica-se que muitos fatores sociológicos são os responsáveis pelas ocorrências infelizes.
Apontam-se a fugacidade de todas as coisas, a celeridade do relógio, o medo, a solidão e a ansiedade, como responsáveis pela frustração dos indivíduos, gerando as situações agressivas que os armam de violência e de perversidade.


A cultura e a ética não têm conseguido acalmar os ânimos, deixando que a arrogância e a presunção enganosas tomem conta dos incautos que se lhes submetem docemente.
Os relacionamentos sem afetividade real, estimulados por interesses nem sempre nobres, tornam-se em antagonismos, em decorrência de alguma negativa que se torna oportuna e é direcionada ao outro.


A maledicência perversa grassa nos arraiais dos grupos, minando as bases frágeis das amizades superficiais, e, não poucas vezes, transformando-se em calúnias insidiosas. Mesmo entre as pessoas vinculadas às doutrinas religiosas libertadoras que se baseiam no amor e na caridade, no respeito ao próximo e no culto aos deveres morais, o vício infeliz permanece, destruidor.


Armando-se de mau humor, não poucos homens e mulheres externam o enfado ou os sentimentos controvertidos em que se consomem, dando lugar a situações vexatórias. Em mecanismo de transferência psicológica atiram os seus conflitos à responsabilidade dos outros, como se estivessem desforçando-se da inveja que experimentam em relação aos mesmos.


Aumenta, assustadoramente, a agressividade, nestes dias, nos grupos humanos, sem que haja um programa de reequilíbrio, de harmonização individual ou coletiva.


Trata-se de uma guerra não declarada, cujos efeitos perniciosos atemorizam a sociedade.
As autoridades dizem-se atadas a dificuldades quase insuperáveis em razão do suborno, do tráfico de drogas, dos desafios administrativos, da ausência de pessoal habilitado para os enfrentamentos, falhando, quase sempre, nas providências tomadas.


Permanecem, desse modo, os comportamentos infelizes nos lares, nos educandários, nas vias públicas, no trabalho...
A agressividade é doença da alma que deve merecer cuidados muito especiais desde a infância, educando-se o iniciante na experiência terrestre, de forma que possa dispor de recursos para vencer a inferioridade moral que traz de existências transatas ou que adquire na convivência doentia da família...
* * *
A agressividade é herança cruel do medo ancestral, que remanesce no Espírito desde priscas eras.
Não diluído pela segurança psicológica adquirida mediante a fé religiosa, a reflexão, a psicoterapia acadêmica, a oração, domina os recônditos do sentimento e exterioriza-se de forma infeliz na agressividade.


A ausência dos diálogos domésticos saudáveis entre pais, filhos e cônjuges ou parceiros, que se agridem mutuamente, sempre ressentidos, extrapolam do lar em direção à via pública, transformada em campo de batalha, segue no rumo do local de trabalho, e até aos clubes de recreação, em contínuo destrambelho das emoções.


Nesse contubérnio afligente, Espíritos irresponsáveis e frívolos aproveitam-se das vibrações deletérias e misturam-se com esses combatentes perturbados, aumentando-lhes a ferocidade e estimulando-lhes os instintos inferiores.


O resultado são os crimes hediondos, asselvajados, estarrecedores, que aumentam o índice de maldade em razão da ingestão de bebidas alcoólicas, de drogas alucinantes e fatais...
A civilização contemporânea periclita nos seus alicerces materialistas, ameaçada pela agressividade e pelo desrespeito moral que assolam sem freio.


Sem dúvida, estudiosos do comportamento, educadores sinceros e devotados, religiosos abnegados, pensadores sensatos e sociólogos lúcidos vêm investindo os seus melhores recursos na construção da nova mentalidade saudável, em tentativas ainda não vitoriosas para a reversão do quadro aparvalhante, confiantes, no entanto, nos resultados futuros.
O progresso moral é lento e exige sacrifícios de todos os cidadãos que aspiram pela felicidade e pela harmonia na Terra.


As respeitáveis contribuições da Ciência e da Tecnologia, valiosas, sob qualquer aspecto consideradas, respondem por muitas modificações das estruturas ultramontanas, suprimindo a ignorância e o primitivismo. Nada obstante, também são usadas para o crime de várias denominações, especialmente através dos veículos da mídia: os periódicos, a Internet, a televisão, assim como o teatro e o cinema, com a sua complexa penetração nas massas, às vezes, usados vergonhosamente e sem qualquer controle, oferecendo campo de vulgaridades e informações que preparam delinquentes e viciosos...


A rigor, com as nobres exceções existentes, a sociedade moderna encontra-se enferma gravemente, necessitando de urgentes cuidados, que o sofrimento, igualmente generalizando-se, conseguirá, no momento próprio, oferecer a recuperação, o reencontro com a saúde após a exaustão pelas dores...

Instala-se, desse modo, lentamente, o período da paz, da brandura, da fraternidade.
Sofrido, o ser humano ver-se-á compelido a fazer a viagem de volta às questões simples e afáveis, à amizade e à ternura, qual filho pródigo de retorno ao lar paterno após as extravagantes experiências que se permitiu.


Que se não demorem esses dias, que dependerão do livre-arbítrio dos indivíduos em particular e da sociedade em geral, embora o progresso seja inevitável, apressando-se ou retardando-se em razão das opções humanas.
* * *
A agressividade infeliz é doença passageira, embora os grandes danos que produz, cedendo lugar à pacificação.
Torna dócil a tua voz, nestes turbulentos dias de algazarra, e gentis os teus gestos ante os tumultos e choques pessoais...


Com sua sabedoria ímpar, Jesus assinalou: Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.
Suavemente permite que a mansidão domine os territórios das tuas emoções, substituindo esses infelizes mecanismos da inferioridade moral pelos abençoados valores da verdade.


Divaldo Franco/Joanna de Angelis


Fonte:mensagemespirita.com.br

MÉDIUM DE QUE?!?!?!



Muitas vezes nos deixamos levar por estados de tensão deliberada e sucumbimos a forças violentas que nos envolvem mental e emocionalmente, formando um barril de pólvora psíquica que pode a qualquer momento explodir em atos de cólera avassaladora, agressão interna e fazer com que nos tornemos médiuns de atitudes pecaminosas e sejamos arrastados nas ondas psíquicas* e emocionais de agentes extrafísicos** da mesma natureza, tornando-se parte de uma reação em cadeia na qual já não se consegue mais distinguir quem é o obsessor e quem é o obsidiado.

Assim podemos nos tornar médiuns da desarmonia e da infelicidade, tornando-nos loucos temporários, permitimos-nos vivenciar as conseqüências de nossos próprios condicionamentos viciosos e diários, conscientes e inconscientes.

Depois nos permitimos chorar como crianças perdidas na noite escura, culpando uma vida que julgamos injusta, sentindo a dor dos sentimentos e emoções densas extravasadas e tentando se adequar à uma realidade agora arrasada pelo ódio e sofrendo as conseqüências do teor dos atos que praticamos.

Somos sempre influenciados e sugestionados uns pelos outros. Mas, no final, a decisão à vontade da prática de qualquer ato é sempre da própria pessoa. Mesmo que tenhamos em nossa companhia os piores tipos, a decisão final de qualquer ato que se pratique é da própria pessoa.

O quanto tentamos nos esconder atrás de nossas máscaras*** de “anjos” sem nos darmos conta de nossos defeitos escondidos em baixo do “manto da espiritualidade oca e vazia?”.

O quanto somos médiuns da nossa turbulência interna que não encontra paz na “Terra de nós mesmos?****

Para o verdadeiro trabalho espiritual, devemos encontrar força em nossa “herança cósmica”*****, muita determinação e vontade inabalável para vencer os nossos fantasmas do passado, nossas formas mentais oriundas de um passado mal resolvido, de muitas vidas manchadas pelo que chamávamos de “justiça”, feita através da espada banhada a sangue, onde as feridas abertas na Terra permanecem como cicatrizes espirituais de um passado cheio de dor, sem lucidez.
Hoje encontramos possibilidade de renovação, de limpar essas manchas com a luz do discernimento e do amor aos mesmos próximos de outrora!

Somos seres condicionados a atos violentos, explosões emocionais variadas. Temos nossas emoções e pensamentos moldados pelo ódio, pela vaidade, pela ganância, pela arrogância durante milhares de anos, mas hoje recebemos vinhas de luz que nos permitem trabalhar a cada dia para dissolver gradativamente nossos desvios, tornando-nos um caminho direto para a luz espiritual de fraternidade e compaixão.

Não deixemos nosso paiol se encher com a mesma pólvora que nos faz explodir vida após vida, e que cada ser espiritual que se aproximar seja tocado pela força e coragem de mudar, pela esperança de se tornar algo melhor a cada dia mudando assim a realidade a nossa volta.

Que nossos encontros espirituais se tornem comemorações extrafísicas****** de pessoas que olham para um passado longínquo e sentem no brilho do olhar a beleza da esperança de uma nova vida livre da dor do ódio e da discórdia. Com um abraço fraterno e um caminhar de mãos dadas onde o único risco é o de ser atingido pelas flechas do amor e do discernimento no caminho da evolução espiritual.


Vanderlei Oliveira 


Notas:

 Ondas psíquicas: Ondas mentais criadas por grupos de pessoas com idéias afins.
 Agentes extrafísicos: Seres espirituais que se manifestam sem serem vistos por não possuírem o corpo físico mais denso.
 Máscaras de Anjos, ou Máscaras espirituais: São nossas “capas”, em ambientes espirituais. Tentamos passar a imagem de anjinhos escondendo e sem dar conta de que o ego camufla nossos verdadeiros defeitos, escondendo-os até de nós mesmos.
Terra de nós mesmos: Termo utilizado pelo amparador Emmanuel, através de Chico Xavier, para designar o nosso próprio interior, nossos próprios pensamentos, sentimentos e emoções.
 Herança cósmica: O potencial divino existente em todos os seres. A luz espiritual que reside e sustenta todas as formas de vida.
Comemorações extrafísicas: Encontros de grupo de desencarnados que viveram momentos em conjunto em encarnações na Terra e se encontram para matar saudade e relembrar passagens de vidas que ficaram para trás.


Fonte:http://soufelizporserumbandista.blogspot.com.br

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...